FAQ

Informações sobre a Oxitec e a tecnologia por trás do Aedes do Bem™.

Oxitec

A Oxitec desenvolve soluções sustentáveis com tecnologia de ponta para o bem-estar das pessoas. A empresa utiliza insetos geneticamente modificados como solução no combate a insetos selvagens prejudiciais à saúde humana. Nossos insetos são capazes de combater vetores de forma eficaz, sustentável e segura.

A Oxitec é uma subsidiária da Intrexon (NYSE: XON), empresa americana líder mundial em biologia sintética.

A Oxitec teve origem na cidade inglesa de Oxford, onde localiza-se sua matriz. No Brasil, possui unidades em Campinas e Piracicaba, Estado de São Paulo. A Oxitec tem também uma filial nas Ilhas Cayman (Caribe).

Sim. O grupo desenvolve insetos geneticamente modificados, incluindo aqueles para combater a Ceratitis capitata (a mosca-do-mediterrâneo, considerada a maior praga da citricultura), a Plutella xylostella (traça das crucíferas, que ataca brócolis, repolho e alface) e a Pectinophora gossypiella (pragas do algodão, popularmente conhecida como lagarta-rosada).

 

Aedes do Bem™

É o nome fantasia da linhagem geneticamente modificada do Aedes aegypti. O objetivo do Aedes do Bem™ é diminuir a população do Aedes aegypti selvagem, mosquito transmissor de inúmeras arboviroses, tais como dengue, Zika e chikungunya.

Em laboratório, a linhagem recebeu a inserção de dois genes: um gene autolimitante que produz uma proteína chamada tTAV (não tóxica ou alergênica) e um marcador fluorescente (DsRed2), com a função de identificar os indivíduos geneticamente modificados. A proteína tTAV é produzida em grandes quantidades na fase de larva, fazendo com que o sistema celular responsável pelo seu desenvolvimento entre em colapso.

Somente machos (os quais não picam) do Aedes do Bem™ são liberados em vias públicas com periodicidade definida conforme a demanda do projeto e cruzam com as fêmeas selvagens. Os descendentes herdam os genes inseridos e morrem antes de chegar à fase adulta, diminuindo, portanto, a população de Aedes aegypti adultos.

Em diversos projetos realizados no Brasil, Panamá e Ilhas Cayman, o Aedes do Bem™ obteve supressões da população selvagem do Aedes aegypti acima de 80%.

O Aedes do Bem™ é uma tecnologia para o controle do Aedes aegypti, vetor de importante arboviroses, dentre as quais destacam-se dengue, Zika e chikungunya. Com a redução da população selvagem de Aedes aegypti, é razoável que a quantidade de casos de doenças transmitidas pelo mosquito também seja reduzida.

Não, uma vez que são machos, não picam e não transmitem doenças.

Ele é digerido como qualquer outro inseto. Os elementos nutritivos presentes no mosquito, como proteína, gordura e açúcar, são exatamente os mesmos de um mosquito selvagem. Os genes adicionais não têm nenhum efeito sobre o organismo.

O Aedes do Bem™ morre de dois a quatro dias após ser liberado no ambiente.

Não. Estudos publicados em revistas científicas bem como monitoramentos realizados mostram que uma espécie não ocupa o lugar deixado pela outra, uma vez que possuem nichos ecológicos distintos.

A tecnologia Aedes do Bem™ é complementar e adicional às demais medidas usuais de combate e prevenção ao vetor, conforme preconizadas pela Organização Mundial da Saúde e Programas Nacionais de Controle e Prevenção da Malária e das Doenças Transmitidas pelo Aedes. O combate ao vetor deve ser feito de forma contínua e integrada, com o apoio da população.

A regulamentação de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) no Brasil é de responsabilidade da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), de acordo com a Lei de Biossegurança (lei nº 11.105 de 24 de março de 2005).

A tecnologia foi aprovada para uso comercial pela CTNBio em abril de 2014, podendo ser usada em todo o território nacional.

A Oxitec é uma empresa que segue a legislação dos países onde se estabelece e age em conformidade com os parâmetros da legislação em vigor.