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11/07/2017

Juiz de Fora é primeira cidade de MG a assinar contrato para liberação do Aedes do Bem™

O prefeito Bruno Siqueira, Jorge Espanha, diretor-geral da Oxitec do Brasil, a secretária de Saúde, Beth Jucá e Thomas Bostick, vice-presidente sênior da Intrexon durante o anúncio da parceria
O prefeito Bruno Siqueira, Jorge Espanha, diretor-geral da Oxitec do Brasil, a secretária de Saúde, Beth Jucá e Thomas Bostick, vice-presidente sênior da Intrexon durante o anúncio da parceria

A Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Secretaria de Saúde, assina, na manhã desta terça-feira, 11, o contrato para o início da implantação do Projeto Aedes do Bem™ na cidade. Com isto, a PJF abre mais uma frente de ação no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana e se torna a segunda cidade do Brasil e a primeira de Minas a utilizar esta tecnologia.

O projeto é uma parceria com a empresa Oxitec do Brasil, que criou um Aedes aegypti geneticamente modificado, conhecido popularmente como Aedes do Bem™, e já implantou o projeto nas Ilhas Cayman e no Panamá, e, no Brasil, em Piracicaba (SP), depois de ser testado em bairros nas cidades de Jacobina e Juazeiro, na Bahia. A redução na quantidade do mosquito selvagem chegou a alcançar 99% em um dos bairros de Juazeiro

Três bairros receberão o projeto no primeiro ano

O projeto Aedes do Bem™ será implementado primeiramente em regiões dos bairros Monte Castelo, Santa Luzia e Vila Olavo Costa, impactando um total de 10 mil pessoas. Os bairros foram escolhidos pela prevalência de casos notificados de dengue. Em 2016, somente no Santa Luzia, foram notificados 925 casos da doença, em Monte Castelo, 564, e na Vila Olavo Costa, 152. Nos próximos anos, o projeto Aedes do Bem™ será expandido e irá proteger 50 mil habitantes de Juiz de Fora.

O trabalho tem início com a conscientização da população sobre o projeto Aedes do Bem™. Agentes de saúde da prefeitura e técnicos da Oxitec irão visitar os moradores do local onde os Aedes do Bem™ serão liberados para explicar como o uso deles pode diminuir a quantidade dos mosquitos transmissores da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Material explicativo será distribuído, para esclarecer como funciona o projeto e a solução. Uma tenda com os mosquitos também será colocada nos bairros que serão tratados inicialmente, para que os moradores tenham contato direto com os insetos e possam conhecer mais sobre o projeto.

O início das liberações do Aedes do Bem™ está previsto para dentro de dois ou três meses a partir de hoje. A expectativa é que, entre três e seis meses de liberação, o nível da população do Aedes aegypti selvagem comece a cair.